Histórico
    Votação
    Dê uma nota para meu blog







    O tubarão da barbatana vermelha.

     

    Muitas coisas acontecem no fundo do mar  e não sabemos. Lá no fundo, bem no fundo, havia um imenso coral. Muitos animais e plantas marinhas viviam por ali, especialmente o pequeno Artuba, um jovem tubarãozinho. Ele era muito querido por todos, mas vivia aprontando. Seu pai era um grande tubarão branco que se chamava 67, quer dizer, o filho de número 67 de sua mãe. Todos os dias Artuba ia para a escola dos tubarõezinhos acompanhado de seu pai que lhe dizia as mesmas coisas: não aceite nada de estranhos, não atravesse o coral sozinho, não desobedeça a professora e os mais velhos.

    Artuba era muito curioso, vivia mexendo em tudo, e por isso, de vez em quando se metia em encrencas. Quando completou sete anos fizeram uma linda festa de aniversário. Havia peixes-palhaço, lulas equilibristas, polvo mágico e até uma baleia cantora.


    Artuba já se sentia um rapaz e passou a ignorar os conselhos de seu pai. Ah! Esqueci de dizer que sua mãe tinha ido morar com papai do céu desde que ele era bem pequenino, mas todos o enchiam de carinho e amor.

    Um belo dia, o coral estava em festa. O dia estava lindo, as águas cristalinas, a maré vazante, o momento ideal para um passeio. Naquele dia Artuba resolveu ir passear por conta  própria. Passou pela via areia, desceu às cavernas secretas, correu pela beira do coral e foi tomado por uma grande curiosidade. Pensou em seguir até os recifes da praia. Tomou o caminho da praia, a água foi ficando cada vez mais quente e rasa quando de repente. Bummm!!! Ficou preso. Buummmm!!! Quanto mais de mexia, mais se enrolava na rede dos pescadores. Pap! Bumm!!  Batia as barbatanas e o corpo se enrolando cada vez mais. A maré foi levando Artuba para o recife da praia, as ondas o empurravam para as pedras. Pap! Bumm!!  Quando ele estava exausto, seu pai apareceu nadando velozmente, abriu aquela imensa boca, e numa mordida grande e certeira conseguiu abrir a rede. Plaft!!! O pequeno Artuba estava novamente livre!  Ufa!

    Mas Artuba havia se machucado muito e perdido uma barbatana.

     


    Após algum tempo ele se recuperou. Ele e seu pai conversaram muito e Artuba prometeu não desobedecê-lo mais. Mas algo havia mudado na vida de Artuba; ele não conseguia mais nadar reto pela falta da barbatana lateral. Quando brincava de esconde-esconde com os outros tubarõezinhos sempre batia a cabeça na entrada das cavernas, na correnteza surfava com dificuldade, perdia o prumo o tempo todo.

    O tempo passou e Artuba se tornou adulto. Em cima do coral onde morava sempre havia homens mergulhando, alguns estudando ou apreciando a natureza e outros pescando. Naquele dia, um lindo barco preto estava ancorado sobre a casa de Artuba. Ele já estava acostumado, porém não sabia que aquele era um dia diferente. Na embarcação estavam alguns biólogos e veterinários que são pessoas que estudam a natureza e a saúde dos animais. O biólogo pesquisador mais velho percebeu um grande tubarão nadando de lado e chamou os amigos para ver algo tão estranho. Era Artuba! Todos imediatamente concordaram em captura-lo! Pegaram imediatamente um dardo-tranqüilizante e esperaram a oportunidade certa. Artuba estava nadando sem perceber nada anormal, subia e descia tranquilamente, quando sentiu um forte beliscão nas costas, seguido de um sono profundo.

    Quando acordou estava de volta ao mesmo lugar no mar. Estava vendo as coisas balançando e tremendo. Resolveu voltar para sua caverna para descansar um pouco. Voltou pela via areia, passou pelos corais vermelhos, e por um cardume de sardinhas. Elas ficaram se olhando pasmas do que estava acontecendo. Artuba estava nadando reto, perfeito!!!

    Todo o coral veio ver o milagre que havia acontecido. A arraia gigante, os pingüins, e até o leão-marinho vieram. Mas algo de mais estranho ainda apareceu. Artuba agora tinha uma linda barbatana vermelha, no lugar da que havia perdido e um anel de metal na outra barbatana.

    Ao mesmo tempo no barco, os homens conversavam:

    - Pelo sonar posso medir a velocidade e a direção do nosso amigo tubarão branco!

    - É... parece que ele está totalmente recuperado!

    - Parabéns, Tico !

    - Parabéns nada! A idéia de implantar a quilha vermelha foi sua! Portanto, eu mereço uma prancha de surfe nova !!!

    - Feito ! AhAhAh..... Levantaram as âncoras e partiram de volta... - Quem vai acreditar nesta história? Quem? Ahahahahaha!!!!

     



     Escrito por Por Bruno, Bruninho & Isadora. às 01h06
    [] [envie esta mensagem] []



    O Dragão e a Lagoa


     

    O Dragão e a Lagoa

     


    Havia um lago muito lindo e distante, diziam que ficava nas portas do fim do mundo.

    Ali viviam muitos amigos da natureza. Todos os dias, assim que acordavam, iam tomar café à beira do lago. Só que naquele dia o lago havia sumido! Quem quisesse poderia comprovar. O lago havia definitivamente sumido. Mas, há pouco havia água, ontem mesmo o lago estava bem alí! Aquele era realmente o lugar do lago que desaparecera...

    Os caminhos da floresta todos os amiguinhos sabiam de “cor”. Quando já era meio-dia alguém tomou as devidas providências.

    - Chamem a todos para uma reunião no bambuzal.

    O bambuzal era lindo e tinha uma muita sombra e brisa fresca.

    E lá foram todos. Havia os que se rastejavam, outros foram rapidinho voando, teve até quem cavasse um túnel até lá. Ah! De galho em galho alguns chegavam e comiam frutinhas fresquinhas pelo caminho.

    - Todos em silêncio!!! – bradou o corujão-pai de barba branca plumosa.

    - Devemos iniciar a Assembléia Extraordinária Florestal.

    - Ei! Posso falar?! – interrompeu a lagartixa do rabo cortado.

    - Claro! – disse rapidamente a lebre colorida.

    - Quem ou o que levou embora nossa lagoa?

    -Quem? Quem? Quem ?- perguntavam todos ao mesmo tempo.

    - Silencio amiguinhos! – interpelou o corujão-pai.

    Muita discussão, muito tumulto, uns chorando, outros desesperados. Mas qual a importância da lagoa? Vamos lembrar que dela saia: água de beber, peixes, patinhos, além da grande alegria de brincar.

    A comissão de notáveis, aqueles mais velhos e experientes, foi composta pela Elefante-rainha, o corujão-pai e o Cisne-dourado.

    Confabularam muito e assim disseram:

    - Fato número 1-Ninguém tem alguma pista do que oconteceu a nossa lagoa.

    Assim sendo, só nos resta enviar um grande companheiro: corajoso, destemido e inabalável. Cuja missão será: subir o penhasco das pedras afiadas, atravessar o pântano fantasmagórico e perguntar ao Dragão Rabudo se ele sabe o que aconteceu....

    O silêncio reinou. O medo estava nos olhos de todos, o maior medo que se possa pensar. Medo de verdade! Pior que medo de bruxa, muito pior que medo de escuro... O medo do Dragão Rabudo que vivia num lugar terrível. Lá no penhasco das pedras afiadas onde ele morava sozinho.

    -Nenhum voluntário? – levantando alto a tromba, perguntou a Elefante-Rainha

    - Neste caso...teremos que sugeri o animal mais bem preparado para esta terrível tarefa- declarou o Cisne-Dourado.

    E assim iniciou uma discussão de classes dos animais. A lagartixa disse que os insetos, apesar de muito resistentes, como a formiga, a aranha e a barata, vivem muito pouco tempo e esta viajem poderia levar um tempão! Viajem muito longa para um inseto!

    - As aves:  disse uma Pombinha  preto-e-branco.

    - Chegaríamos voando, mas não temos como resistir a fumaça e os ventos do pântano.

    - Os anfíbios, disse o Sapo-príncipe.

    - Não vivem sem água, e no caminho água não terá.

    Os mamíferos, estavam em marioria: elefantes, leões, pacas, macacos e outros.

    Levantou a patinha o macaco barrigudo:

    - Acho que um dos nossos pode cumprir a tarefa!

    Todos fizeram:

    -OOOOOHHHHH???

    -Quuuuueeeeemmmmm ???? 


     

    - O cara mais rápido, mais ousado, mais corajoso e mais destemido! O meu primo, o macado Leleco!

    Todos ficaram em silêncio e olharam para cima onde Leleco estava pendurado, no alto do bambuzal.

    - Tá bom! Eu vou!

    Respondeu tão rápido, quanto desceu ao chão. Todos concordaram. Em pouquíssimo tempo Leleco partia para a floresta.

    Durante três dias e três noites, Leleco passou por muitos perigos pelo caminho. Lembrou as recomendações dos animais mais velhos e experientes, com isso conseguiu finalmente vencer todas as dificuldades.

    - Meu Deus, já consigo ver o Dragão Rabudo!!!

    Leleco estava se aproximando do penhasco das pedras afiadas. Ele já via aquele imenso Dragão deitado bem na beira do penhasco. Com muita coragem subiu a montanha, se aproximou do Dragão e disse:

    - Bom dia!

    Nenhuma resposta, o Dragão dormia profundamente.

    - Bom dia, senhor!

    Tentou várias vezes acordá-lo, mas nenhuma resposta. Então, decidiu acordar o Dragão. Chegou bem perto e puxou aquele enorme rabo, era tão grande como a maior das árvores que Leleco havia subido.

    - TufTufTuf...

    O Dragão tossiu e abriu os olhos.

    - Quem está aí?- perguntou.

    - Bom dia senhor Dragão, meu nome é Leleco.

    - Bom dia, tuftuftuf.

    - Desculpe, meu nome é Zion, sou um dragão jovem, mas estou muito doente. O que você quer de mim ?

    - Vim pedir ajuda. Lá embaixo, na floresta, nossa lagoa sumiu!

    - Eu acho que sei o que houve, mas estou fraco sem comer bem, não consigo cuspir fogo, assim não posso fazer meus churrasquinhos de frutas e verduras.

    - Desculpe, Zion. Vim pedir ajuda, mas quem precisa de ajuda é você. Vou dar um jeito.

    E assim, Leleco voltou para a floresta, para pedir ajuda para salvar o Dragão Zion. Passados três dias, Leleco chega na aldeia. Contou toda a história. Muitos animais morriam de medo do Dragão, apesar dele nunca ter machucado niguém!

    Um grupo de macacos amigos seguiram Leleco, e levaram comida e remédios para Zion. Chegaram exaustos a montanha onde Zion morava e cuidaram dele por alguns dias. Zion tomou todos os remédios e se esforçou ao máximo para comer tudo: verduras, peixes, frangos, carnes e frutas. Assim ele ficou forte de novo, forte como um dragão!

    Zion falou aos amigos macacos e a Leleco:

    - Agora estou bom, subam nas minhas costa que levarei vocês de volta para casa!

    Aquela foi a viajem mais linda e emocionante da vida de Leleco. Ele podia voar com Zion e ver toda a floresta de cima.

    Foi uma viajem maravilhosa, porém muito rápida, pois Zion era um super dragão imenso e veloz.

    Ao pousar na aldeia houve pânico geral. Era pena de ave voando, bicho de escondendo, bicho se fingindo de morto, a maioria estava com muito medo do dragão Zion.

    - Calma gente! Este é Zion, nosso novo amigo!

    Disse Leleco.

    - Ele só veio aqui para nos trazer de volta e não fará mal a niguém!

    - É verdade!- disse Zion.

    - Sou um dragão jovem, e me chamo Zion. Nunca fiz mal a niguém. Os homens sempre querem me capturar. Vivo fugindo, por isso moro no alto da montanha, para me proteger do bicho homem.

    Todos ouviram as histórias de Zion, dizia o quanto era difícil viver sozinho e sempre fugindo. 

    - Mas não vim aqui para contar histórias, eu vou reparar um erro que cometi!

    Todos ficaram assustados. Será que Zion tinha haver com o sumiço da lagoa? Ele continuou falando:

    - Quando eu estava doente estive aqui na aldeia. Todos estavam dormindo. Vim pedir ajuda a vocês. Quando comecei a tossir muito, saiu muito fogo pela minha boca, as águas da lagoa estavam em frente e foram se evaporando. Quando vi a lagoa havia desaparecido. Fugi voando de volta, morrendo de vergonha, tanta que não consegui pedir ajuda. Mas hoje estou bem e muito agradecido a todos vocês. Esperem um pouquinho pois tenho uma surpresa !!!

    Zion abriu as enormes asas, maiores que as asas de dois aviões juntos e sumiu voando no céu. Após algum tempo começou a chover muito. Choveu sem parar por três dias. A chuva foi tanta que o lago encheu novamente e a vida voltou ao normal na aldeia.

    Um belo dia Zion aparece na aldeia para visitar os novos amigos.

    - Bem vindo Zion, como vai? -perguntou Leleco.

    - Graças a vocês estou com a saúde ótima!

    O corujão-pai chegou voando:

    - Zion me responda algo. O que você fez para fazer chover?

    - Ahahahahaha....-gargalhou Zion.

    - Eu apenas voei até as nuvens e soltei todo o fogo que pude. Com o imenso calor as nuvens se transformam em chuva. Entenderam? Este é um segredinho dos dragões!

    Todos agradeceram a Leleco pela coragem e a Zion, que passou a visitar sempre os novos amigos da floresta. 


     

     



     Escrito por Por Bruno, Bruninho & Isadora. às 03h54
    [] [envie esta mensagem] []



    Marco Zero

     

    Bem vindos!


     

    Este é o marco zero do Blog Arte de Menino. Este é um espaço de liberdade e criatividade. Trago histórias que vou contando à noite para Bruninho & Isadora, meus maravilhosos e criativos filhos. Essas histórias foram construidas para diversão e agregação de valores. Falo de amizade, caráter, companheirismo, paternidade, maternidade, amor, união, etc. Esta foi uma forma lúdica de tocá-los como sei fazer, conto causos e deixo mensagens subliminares. Falo sem o poder da palavra, como um "procurista" de imaginação. Construimos, eu e os meninos, nossos bons momentos juntos, fazendo histórias a três, e, que podem ser criadas e recriadas infinitamente. Agora tenho  a alegria de compartilhá-las também com os amigos que por aqui passarem.

     


    Um abraço e boa diversão...

    Bruno Rocha

     

     

     



     Escrito por Bruno Rocha às 02h16
    [] [envie esta mensagem] []



    [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]